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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Brasão D'Armas da Cidade de Sete Lagoas




A coroa mural em cima do escudo é símbolo de cidade caracterizada, nesta significação, pelas cinco torres, sendo o metal de prata.
O esmalte vermelho do escudo representa o mérito, a intrepidez, a coragem, o ânimo valoroso, o espirito decidido, características estas, de natureza moral, que têm decidido através dos tempos, o homem das Sete Lagoas, lado a lado com o de outras terras e de outras nações. A corrente de preto simboliza a escravidão que se rompeu, num momento de cristã grandiosidade, e por isso é ela mostrada com o elo central rompido, que é para significar que Sete Lagoas é terra em que se ama a Liberdade. Lembra o episódio inesquecível da Escrava, que a bondade de um homem, reagindo contra a iniquidade do nefando comércio, desenvolveu à condição de criatura livre. A cor negra (Sable) significa sofrimento, mas sofrimento interrompido (o elo partido). A estrela de ouro sinistrada representa a Lagoa Paulino, assim destacada em razão de sua posição privilegiada em pleno centro da cidade, sempre erigida em memorial de Sete Lagoas, enquanto que as seis estrelas adestradas, também de ouro, são a visualização das outras seis lagoas: Chácara, Cercadinho, Caratina, José Félix, Matadouro e Boa Vista. O ramo do algodoeiro e as duas canas arrancadas, ambos de verde (Sinopla) recordam a origem primeira da economia de Sete Lagoas, estreada precisamente na cultura desses dois vegetais. O verde, na simbologia Heráldica, diz da esperança, da abundância e da fertilidade, enquanto que o branco do algodão em flor é bem o símbolo da paz e da fé, anseio e característica expressiva da gente setelagoana. A faixa inferior, de branco, contém o dístico que marca os instantes das lutas, das pelejas, sempre buscando alcançar os planos mais altos do progresso material e principalmente, as conquistas superiores da espiritualidade e que tão bem se concretizam nas mostras de respeito à ordem, à lei, aos ditames da religião da parte de cada cidadão de Sete Lagoas, Ad. Altiora Nata, ou seja, em vernáculo, "nascida pra o mais alto". O metal ouro das estrelas representam a riqueza, o amor, a honra. O metal prata da coroa mural, simboliza a inocência, a candura, a lisura e a honestidade.




*Equipe de Divulgação

Um pouco da história de Sete Lagoas...



O FUNDADOR DE SETE LAGOAS

Em 1700, João Leite da Silva Ortiz, um típico representante da raça do sertanista de São Paulo, filho de Estevão Raposo Bocarro e de sua mulher, D. Maria de Abreu Pedroso Leme, sobrinha de Fernão Dias Pais e tataraneto de Brás Cubas, veio para Minas. O que caracterizava os paulistas nos primórdios do século XVIII era a instabilidade. Não se demoravam em lugar algum. Sempre à procura de melhores faisqueiras, aventuravam-se à descoberta de novos sertões. Este é o caso típico de João Leite da Silva Ortiz. Em janeiro de 1711, obteve a Sesmaria do Cercado. No mesmo ano, 8 de fevereiro, obtinha a de Sete Lagoas. Esta última por um lapso qualquer, não ficou registrada nos livros da Secretaria do Governo. Lá ficou apenas o título, com a página em branco.
Mas João Leite da Silva poucos anos permaneceu na posse do seu sítio das Sete Lagoas; dispôs dessa e da Sesmaria do Cercado, seguindo para São Paulo a fim de preparar expedição a Goiás, onde criou várias fazendas, seis das quais menciona em seu tratamento feito em Recife, a 3 de dezembro de 1736 (Francisco de Assis Carvalho Franco, Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil). Vendendo tudo que tinha em Minas, dando "por um o que valia dez", seguiu para São Paulo, com seu irmão, Capitão Bartolomeu Bueno da Silva, organizou um corpo de 500 homens e marchou para Goiás.
Em Minas, a Sesmaria das Sete Lagoas foi concedida a Antonio Pinto de Magalhães. Existe o documento da concessão da sesmaria, no qual Antonio Pinto de Magalhães afirma que a comprara de João Leite da Silva Ortiz, o qual ali se instalara no ano de setecentos.
Depois de Antonio Carvalho de Figueiredo, não conseguimos quais os que o sucederam na posse da Fazenda das Sete Lagoas, quando, afinal, nos aparece o Sargento-mor Antonio Francisco Sarzedas, em 1885, como vendedor do referido imóvel ao Sr. José Inocêncio Pereira.
Pelo exposto acima, a Casa Grande, que a tradição nos aponta como primitiva sede da Fazenda das Sete Lagoas, parece Ter sido construída pelo Sr. José Inocêncio Pereira.

FUNDAÇÃO

A região foi descoberta pela Bandeira de Fernão Dias Paes, por volta de 1677. Desvinculando-se da expedição de seu pai, Garcia Paes prosseguiu sua jornada pelo interior indo acampar às margens do Ribeirão Matadouro, na planície de Sete lagoas. Na Várzea de João Corrêa surgiram as primeiras casas de marco do nascimento de Sete Lagoas. De 1677 até meados do século XVIII, a região progrediu pouco, continuando porém a ser cortada em todas as direções por aventureiros, atraídos pelas notícias da fartura dos lagos da planícies e das riquezas de minério e calcário.
Tribos nômades e a união com os nativos, a partir de então, fizeram com que a população aumentasse num clima de trabalho e harmonia. Daí Sete Lagoas começou a surgir. Em 1711, João Leite da Silva Ortiz, sobrinho de Fernão Dias, obteve da Coroa Portuguesa a sesmaria das Sete Lagoas (cerca de duas léguas de terras), vendendo-a no mesmo ano a Antônio Pinto de Magalhães.
Na primeira metade do século XVIII, sendo a região passagem obrigatória para os currais baianos, foi instalado na sesmaria um registro de gado. Na mesma época criou-se o Quartel Geral das Sete Lagoas, cujo objetivo era o de fiscalizar e impedir o extravio de ouro e diamantes. Mesmo assim, a região permaneceu praticamente estagnada durante quase um século. Dia primeiro de janeiro de 1762 foi instalada aqui a "Casa dos Rendimentos"- uma espécie de coletoria de rendas para cobrar os impostos devidos à Coroa. Foi em função da cobrança de impostos, o policiamento das "estradas do sertão" e guarda das minas contra a ação dos ladrões e aventureiros, que o alferes da Cavalaria Montada de Minas, Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes - veio para Sete Lagoas, aqui residindo possivelmente entre 1780 e 1781.     O povoamento intensificou-se de fato, a partir de 1820, quando foi construída a Capela de Santo Antônio das Sete Lagoas, hoje Catedral de Santo Antônio, a qual era subordinada à matriz do Curral del Rei. A paróquia de Sete Lagoas foi criada em 1841, quando o crescimento da região já começava a se tornar evidente. O povoado passou a distrito em 1847, pertencendo ao Município de Santa Luzia. Em 24 de novembro de 1867, pela lei nº 1395, foi elevado à categoria de cidade, com o nome que ostenta atualmente. O município foi instalado em 27 de novembro de 1871. 


* Equipe de Divulgação

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Queridas pedrinhas de cor escura (...)



Ouro Preto foi fundada em 1711 e tinha como nome Vila Rica. A cidade foi palco de vários conflitos da colonização e um deles foi o “Emboada” , que ocorreu entre paulistas,baianos e portugueses, sobre a conquista de terras da vila. Vila Rica, depois de trintas anos, chegou a ter uma população perto de 40mil habitantes, por causa da grande corrida do ouro,sendo uma das  maiores comunidades da América Latina.

Poucos anos depois e do acontecimento da Inconfidência Mineira ela se torna capital das Minas Gerais e seu nome não é mais Vila Rica e sim Ouro Preto.
No século XVIII, o movimento da Inconfidência teve um grande personagem, Tiradentes, que foi enforcado em praça pública por se contra os domínios de Portugal sobre o Brasil e as altas taxas de impostos que eles cobravam sobre a exploração dos minérios. Além de Tiradentes, outras pessoas lutavam para melhorias das condições de vida da população brasileira e contra a grande exploração de ouro que estava acontecendo.

Ouro Preto fica localizada a 95 quilômetros de distância da capital Belo Horizonte, transferida em 1897, deixando de possuir altos níveis de urbanização. Sua preservação original (estrutura das ruas,igrejas e casas) só foi possível por causa da mudança da capital para BH naquela época.

Em 1933 ela é considerada Patrimônio da Memória Nacional e 1938 é tombada pelo IPHAN e em 1980 é considerada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Ouro Preto é uma cidade que carrega vários aspectos culturais que vão das suas Igrejas de estilo Barroco,  criadas por Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa)  até as casas em estilo coloniais e suas ruas  que foram cenários para uma das maiores histórias do Brasil.



* Equipe de Divulgação